Plasticidade das sinapses químicas

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Plasticidade das sinapses químicas

Mensagem por Diogenes Felipe em Dom Nov 30, 2014 11:28 pm

O cérebro humano contém triliões de conexões neuronais, designadas sinapses, cujo padrão de atividade controla todas as nossas funções cognitivas, tais como a atenção, memória, linguagem, percepção entre outras. As conexões sinápticas caracterizam-se pela sua dinâmica e facilidade de adaptar-se a situações diferentes, testando a sua resistência e propriedades. Este processo de plasticidade sináptica é essencial para o desenvolvimento da aprendizagem e memória. Aprendizagem e memória são conceitos intimamente relacionados. Pelo primeiro entende-se a adquisição de habilidades e conhecimentos, enquanto a memória é a expressão do conteúdo adquirido. Portanto, a memória é basicamente o registro deixado por um processo de aprendizagem, o que permite armazenar e recuperar as informações que aprendemos.

Fonte: http://www.fciencias.com/2012/07/20/plasticidade-sinaptica-a-base-de-aprendizagem-e-memoria/

Diogenes Felipe

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Re: Plasticidade das sinapses químicas

Mensagem por bmascari em Seg Dez 01, 2014 7:47 am

O cérebro humano está em constante mudança, sendo esta capacidade conhecida como plasticidade. Alguns neurônios individualmente são capazes de sofrerem diferenciações por várias razoes ( durante o desenvolvimento, em resposta a danos cerebrais, no processo de aprendizagem e quanto é jovem).

Dentre os mecanismos de plasticidade, a plasticidade sináptica é a mais importante (como os neurônios alteram sua capacidade de intercomunicação).

As integrações entre os neurônios, durante seu desenvolvimento, requerem um ajuste muito fino e a medida que interagimos com o ambiente estas interações sinápticas sofrem modificações (formando novas sinapses , reforço das com atividade sináptica útil, enfraquecimento ou desaparecimento das com pouca atividade). A transmissão sináptica está correlacionada com a liberação de neurotransmissores, sendo que estes interagem com moléculas protéicas específicas (receptores). A resposta elétrica derivada desta interação é uma medida da forca sináptica, podendo gera mudanças relativamente curtas ou até por todas a vida. Dois processos são importantes: potencial de longa duração (LTP) -aumenta a forca sináptica- e depressão de longa duração (LTD) – que a enfraquece-.

Glutamato, um neurotransmissor excitatório do sistema nervoso central, funciona como agente nas sinapses plásticas. Os receptores do glutamato, que se encontram principalmente na região pós-sináptica (que recebe o estímulo), podem pertencer a quatro categorias diferente, sendo três delas receptores inotrópicos – AMPA, NMDA e cainato- e uma delas um receptor metabotrópico – mGluR. Mesmo os receptores tendo o mesmo neurotransmissor eles desempenham funções distintas. Os receptores inotrópicos contem um canal iônico, capaz de produzir um potencial excitatório pós-sináptico, e os receptores inotrópicos modulam a natureza e intensidade da resposta. Dentre esse receptores os mais importantes para a plasticidade sináptica são o AMPA e o NMDS, que são conhecidos como moléculas de memória.

bmascari

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Re: Plasticidade das sinapses químicas

Mensagem por Rafael de Oliveira Motter em Seg Dez 01, 2014 5:21 pm

Aqui, nesse artigo, tem um estudo bem legal a respeito da plasticidade sináptica!

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Re: Plasticidade das sinapses químicas

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